Corrida para o sucesso: O momento é de romper as barreiras

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Corrida para o sucesso: O momento é de romper as barreiras

A corrida tem sido mais que uma atividade física para mim.  Ao longo dos 11 anos que pratico de forma sistemática, além de ter me proporcionado os benefícios físicos que o exercício aeróbico traz, especialmente quando é realizado sob a orientação de profissionais especializados, como condicionamento cardiorrespiratório, musculatura mais tonificada e melhor disposição, a corrida me fortaleceu mentalmente. Aprendi com o tempo que o que mais nos limita não é o físico e sim a mente. São as barreiras mentais que criamos que nos impossibilita a seguir adiante. É o famoso “eu não posso”.

“Eu não posso” é irmão do “eu não consigo” que é primo do “eu não tenho tempo” que é parente do “eu não fui feito para isso”. Assim, a mente vai construindo uma barreira que nos paralisa e nos impede de experimentar o novo. Eu mesma dizia que não gostava de correr e por isso não corria. Uma amiga que me alertou dizendo: “Não é que você não gosta, você não tem condicionamento”. Neste caso, o “eu não gosto” formava o elo com os outros “eu não…” e assim eu ia alicerçando o muro que não me permitia experimentar correr.

Posso dizer que vencer o meu primeiro quilômetro em 2005 foi tão difícil ou mais que completar a minha primeira maratona em 2009. Sair da inércia é sempre o mais difícil porque você tem que vencer uma barreira grande e solidificada há bastante tempo.

Aos poucos fui desconstruindo as barreiras e de lá pra cá completei muitas meias maratonas (distância de 21km), 13 maratonas (42km) e tantas outras ultras (distâncias acima de 42km). Outro amigo quando me desafiou para fazer a minha primeira corrida de trilhas (até então eu corria apenas no asfalto) de 84 km em dois dias, eu disse: “você está louco? Eu não consigo!”. Mas ele me disse algo que ajudou a derrubar essa barreira: “você é mais forte do que pensa”. Tomei aquilo pra mim e assim completei meu primeiro grande desafio de trilhas conquistando o terceiro lugar da categoria.

O mesmo receio surgiu quando me convidaram para fazer 250km em Madagascar em 2014. Uma prova realizada em 6 etapas, que você tem que carregar uma mochila de 12 quilos nas costas com tudo que você precisa durante os dias da prova, dormir em barraca com outras 7 pessoas e percorrer locais desconhecidos, selvagens e a ermo. Novamente, a primeira reação foi: “você está doido?? Eu não…”. Só que com o tempo essas barreiras passam a cair tão rapidamente quanto elas são criadas. E no dia seguinte eu já estava inscrita na prova que me proporcionou uma das experiências mais fantásticas de minha vida.

E assim as barreiras foram sendo desconstruídas. El Cruce (Patagônia) 100km, Indomit Costa Esmeralda 100km, Equador 250km, La Misión (Patagônia) 160km. São provas de montanhas, com os seus grandes desafios a serem superados. Seja a altimetria, a altitude ou as condições adversas climáticas (vento, frio ou calor) ou de terreno. Mas a cada superação um ensinamento, uma experiência extraordinária e a certeza que somos mais fortes que pensamos!

E assim sigo para o meu próximo desafio para setembro deste ano: Tor dès Geants, 330km, 24 mil de subidas acumuladas nos Alpes italianos. Considerada uma das 10 provas mais difíceis do mundo.

2016-11-23T13:13:21+00:0002/05/16|

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