Saúde mental em tempos de isolamento

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Saúde mental em tempos de isolamento

Seis dicas de autocuidado para atravessar a pandemia com equilíbrio emocional.

O que fazer quando tudo à nossa volta parece desmoronar? Em um cenário de desafios e incertezas – isolados dentro de casa (ou mesmo correndo risco nas ruas), cercados por narrativas que falam de crise econômica e política, doença e morte – muitos de nós em algum momento nos vimos, nestes tempos de pandemia, diante da necessidade de cuidar melhor do nosso próprio equilíbrio e saúde mental.  A maior prova disso são os serviços de acolhimento e/ou assistência psicoterapêutica on-line, que proliferaram rapidamente desde que o coronavírus chegou ao país.

A psicanalista Ivone Sombra participa de dois coletivos de psicólogos que prestam assistência gratuita a pessoas em sofrimento. Na atividade – que não se confunde com uma psicoterapia – ela tem ouvido relatos que tratam de sensação de desamparo e impotência profundas, do medo de adoecer e morrer (ou mesmo perder emprego), além de ansiedade, tristeza, irritabilidade e distúrbios do sono como insônia, pesadelos e sono excessivo. Com base em sua experiência, Ivone nos ajudou a montar um pequeno guia com estratégias de cuidado psíquico e dicas úteis para que cada um de nós atravesse este momento com menos sofrimento e mais qualidade de vida. Confira:

Conecte-se com os outros

Distanciamento físico não significa isolamento socioafetivo. Mantenha contato frequente com familiares e amigos. Faça uso das possibilidades que a tecnologia lhe oferece para, mesmo a distância, compartilhar experiências significativas com outras pessoas, seja via redes sociais, webconferência ou por meio de uma simples ligação telefônica.

Cuide de si

Podemos aproveitar este momento para lançar mão de estratégias de autocuidado que tenham sido úteis em outros momentos de crise ou estresse intenso em nossas vidas, além de experimentar práticas com as quais tenhamos afinidade. Vale desde ler livros e assistir a bons filmes até investir em meditação, exercícios físicos, atividades manuais e artísticas.  Em paralelo, procure se preservar, evitando o consumo excessivo de informações sobre a pandemia e regulando sua exposição ao conteúdo midiático.

Mantenha rotinas saudáveis

Procure criar e manter rotinas para as suas atividades diárias, porque elas contribuem para criar uma sensação de maior estabilidade.  Se estiver atuando em home office, é fundamental dar pausas e delimitar o período de início e fim do trabalho, evitando que as ocupações se prolonguem pela noite e finais de semana.

Cuide dos outros

É vital não perder de vista a empatia neste momento de tanto sofrimento, sobretudo para com os grupos mais vulneráveis da nossa sociedade. Tenha em mente que as ações de solidariedade tanto beneficiam quem recebe a ajuda como aqueles que a oferecem, contribuindo para o nosso bem-estar psíquico e emocional.

Acolha suas emoções

Reconheça e acolha emoções aflitivas que possam surgir, como medo, tristeza e raiva.  Em lugar de reprimir estas emoções, procure observá-las sem julgamento.  Ao fazer isto, você vai perceber que da mesma forma como as emoções se manifestam, elas se dissipam, e que são as nossas narrativas persistentes em torno delas que contribuem para prolongá-las.  Neste momento, exercícios respiratórios e de meditação podem ser bastante úteis. Experimente.

Peça ajuda

Quando o sofrimento psíquico for experimentado de forma intensa, não hesite em pedir ajuda a um profissional da área de Psicologia. A Prefeitura de Salvador, por exemplo, lançou a plataforma Psiu Acolhimento (https://psiuacolhimento.com.br/home) para acompanhamento psicológico on-line e gratuito a toda a população. O atendimento é feito por psicólogos voluntários, por meio de videochamadas com duração de até 20 minutos. Aqueles que desejam acolhimento fazem um breve cadastro no site – desenvolvido em parceria com as empresas Cubos Tecnologia e Sanar – para acessar a lista de profissionais disponíveis. Além disso, psicólogos interessados em se voluntariar podem se cadastrar, informando seu número de registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP).

2020-05-26T18:46:47+00:0026/05/20|

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